de novo, desabafando por aqui.

Resolvi não postar no facebook porque NÃO ESTOU DISPOSTA A AGUENTAR NOTIFICAÇÕES DE COMENTÁRIOS DE GENTE CHATA.

Então, posto aqui. Leu e tá feliz? Beleza. Precisa me dizer algo que vai me deixar feliz? me envia de alguma forma. Precisa me dizer algo que vai me encher o saco? agradeço, mas saliento que NÃO PRECISA. JÁ TENHO O QUE ME ENCHA A PACIÊNCIA O SUFICIENTE TODOS OS DIAS. Precisa que eu responda alguma pergunta? Pede ela pro google, ele sabe mais que eu.

Segue o texto:

(ele é sobre esse link: https://www.facebook.com/quebrandootabu/videos/530226670774071/?hc_ref=ARSREpdRs5hFqiwJp3_DYm8NEEdy_Wxib7DtWrWYcHqsF-eu1QHRFvDufNDsaw6j1Jo&__xts__%5B0%5D=68.ARBA96WjqLLTCZF_3jO-qWyZzZXspzX5cLESkyu9rZZOgCEClB1YdtMHCZ2s66yhZeMhh0aNWPbM5euq0ikFf3bU9JdVL405vpHhWD-wRCPROFiiliaVUhPg4akFwNDkvwSJCi_cdHwe2gHo6GKM_Bqg05oSzUsinT-uH-uK29nuc9oZobhPcwUf_j_tcM8ZUwJ5YBBZPgGY9AZSKhzBdhy5AY_kyVTvraGUKmwq2oEupwUc46ZBXg8B0kPdi2kNAvsISHk&__tn__=FC-R )

quem vota nele sabe sim quem ele é. Eu custo a acreditar que as pessoas concordam com ele e por isso votam nele. Custo a acreditar que há pessoas “próximas” (que eu tratei/tô tratando de afastar) que repetem e repetiriam essas frases nojentas sem o menor pudor. Poderia dizer pra imaginar essas frases sendo ditas para a sua esposa/filha ou para si mesma, mas, pra maioria, nem adianta dizer nada. Não é uma questão partidária… é uma questão de plano de governo, de ideias, de concepções, de ética. As instituições públicas de educação serão sucateadas, o número de pessoas que “faz justiça” com as próprias mãos já está aumentando exponencialmente, todos os avanços que tivemos para a igualdade de gênero, combate ao racismo, preconceitos de todos os tipos, todos esses avanços irão por água abaixo. Sem falar na questão ambiental e na DEMOCRACIA. Não pensem que depois, se acharem que ele não está fazendo um bom trabalho, vai dar pra tirar como tiraram a Dilma… E, mesmo que seja contraditório, eu espero que, se ele se eleger, vocês estejam certos que ele irá melhorar o país, mas, no momento, tudo me mostra que não. E não estou escrevendo isso porque quero trocar ideias: to cansada de ter que explicar coisa óbvia. Eu sei de que lado eu estou e, mesmo muito decepcionada, minha consciência dorme tranquila e limpa. Eu não acho que eu possa mudar o voto de ninguém, mas pensem de que forma querem contar essa história ao neto de vocês (se é que viveremos até lá).

Era isso. Segundo turno é no próximo domingo e eu tô bem com medo e bem desanimada com as pessoas que são péssimas pessoas. Me sinto envergonhada, sim, como mulher, tendo que ouvir as barbáries que saem da boca desse “candidato”, mas também como pessoa branca hétero cis, pois queria olhar para os negros/indígenas/lgbts e dizer que nada do que estão ouvindo é real.

Quando o Trump assumiu a presidência dos EUA, eu fiquei me perguntando: como deixaram ele fazer isso? agora eu percebo o quanto nós – POVO –  somos impotentes. A mídia manipula, o dinheiro manipula, e o ódio é o sentimento mais perigoso que existe. As pessoas precisam de uma bela dose de consciência de classe. De empatia. De bom senso. De mais coisas também, mas esses três já resolveriam bastante coisa.

Acho que é isso por hoje.

 

Textão no lugar certo

Normalmente, não falo muito o que penso sobre este assunto nas redes sociais, porque não entendo disso, não estudo sobre isso, só sei o que leio de outras pessoas e algumas coisinhas aleatórias na internet. Curto milhões de coisas, mas compartilho bem pouco (tipo nada) e comento ainda menos. Mas hoje eu resolvi falar (às vezes, me dá essas doidices).

Nos últimos meses, ando me frustrando com alguns comentários de pessoas que eu considerava cultas e inteligentes e sábias – resumindo, que eu tinha uma grande consideração – sobre o feminismo (sobre questões de gênero e orientação sexual também, mas neste texto deixa eu focar no feminismo). Sim, a culpa é minha por pensar que as pessoas teriam ideias que na verdade elas não têm. Mas a culpa também é delas.

Feminismo é um movimento político, filosófico e social que defende a igualdade de direitos entre mulheres e homens. (Não sou eu que tô falando, é o tio Google). Feminismo promove a igualdade entre todas as pessoas (sejam mulheres, homens, trans… eu disse pessoas, HOMO SAPIENS). Só. Ele não vai tirar seu direito de achar uma pessoa bonita. Só pede respeito. Não quer tirar seu direito de andar na rua. Só quer que mulheres possam andar na rua, sozinhas, sem que tenham medo. (Tipo o casamento gay – não consigo não falar disso, porque me indigno muito! -: se você não quer casar com um gay, não case!!! mas o que influencia na sua vida se algum gay casar com outro? Nada. Deixa eles casarem e serem felizes, e vai ser feliz com quem você escolheu. Ok?)

Como ouvi de uma amiga esta semana: Só entende a importância do feminismo quem está andando sozinha na rua, em uma noite escura, ouve passos e, quando olha pra trás, vê uma mulher e sente um calorzinho no coração, alívio no peito.
Porque o feminismo não defende que a mulher NÃO USE maquiagem: mas sim QUE ELA ESCOLHA quando quer usar, e seja feliz do jeito que escolher estar. Não defende que a mulher NÃO SE DEPILE, mas sim QUE ELA ESCOLHA se quer ou não se depilar, sem receber comentários sobre isso. Defende que ela possa sair na rua com a roupa que quiser, sem se preocupar se está “provocando” ou não as pessoas do sexo masculino (eles, por acaso, deixam de colocar alguma roupa porque vai “provocar” as mulheres?!).
Eu defendo que cada um possa gostar do que quiser e fazer o que lhe fizer feliz com o seu corpo. Que o salário dependa do quão bem você cumpre suas tarefas, e não do sexo que a sociedade afirma que você possui.

E se você se sentir bem em sair toda maquiada, por favor, saia maquiada e seja linda!!! E se você não quiser se maquiar, por favor, saia sem maquiagem e seja linda!!! Seja linda pelo que você é e não pelo que você tem – ou não tem – na cara.

E homens, na próxima vez que forem escolher uma roupa para vestir, imaginem que vocês não possam sair com esta roupa porque correm o risco de serem estuprados, ou, no mínimo, chamados de MUITOS palavrões. Qual a sensação?

Também gostaria de promover uma reflexão bem pequenininha pra você (homem) que mora com pessoas do sexo oposto: quando termina o jantar, na sua casa, quem normalmente recolhe da mesa e lava a louça e limpa a cozinha? No final da semana, quem normalmente dá aquela geral e limpa a casa? Quem dá banho e maior atenção e cuidado para as crianças (se for este o caso)? Quem lava a roupa? Quem paga as contas e sustenta a casa? Se a resposta for a mulher na maioria das perguntas, e o homem só na última, repense seu Feliz Dia da Mulher.

Outra: se você (mulher) não se importa com as cantadas na rua, com piadas que rebaixam a mulher, com a ideia de que o homem tem que ser do lado forte e resistente e a mulher o lado frágil e delicado de todas as histórias, ótimo: continue vivendo assim, e deixe as pessoas que não se conformam com isso lutarem pelo direito que elas querem.

Não queremos flores, só queremos equidade de gênero.

Só queria ainda dizer que não existe comida de mulher. Jogo de mulher. Bebida de mulher. Trabalho de mulher. Relógios não tem gênero (são objetos). Roupas não têm gênero (são panos). Cores não têm gênero (são só cores!!!). Seria mais legal se parássemos de binarizar as coisas: ou é de menino ou de menina. Ou gosto ou não gosto. Ou é sim ou é não. Relax.

E ainda: dou Feliz Dia da Mulher sim, pras mulheres que eu acho que merecem, sim. Porque mesmo com essa sociedade machista, muitas levantam a cabeça pra mostrar pros homens que temos “um dia nosso” porque eles achavam que todos os dias eram deles (éramos apenas funcionárias, pensem bem) e, na verdade, os dias são nossos. Somos muito mais fortes do que pensamos, não somos de vidro e nem somos de ferro, somos gente, como eles.

Basicamente, é isso. Um desabafo de muitas coisas que andam pipocando na minha cabeça. Fui!

Fim.Início

Mesmo tendo outras coisas bem mais “importantes” a fazer, neste último dia do ano, me sinto quase na obrigação de escrever o que ando pensando sobre 2015. Fui injusta as muitas vezes que disse que foi um mau ano. Foi apenas um ano complicado.

2015 teve acontecimentos ruins, sim, mas, analisando-os, são fatos que sucedem com todas as pessoas, sem que possamos controlar. Perder pessoas queridas é algo que nunca queremos vivenciar, mas é necessário, é algo que faz parte da vida. Ninguém é eterno. Fiz tudo o que podia ter feito enquanto tinha essas pessoas por perto, e agora sei que estão melhores do que se estivessem conosco.

Aprendi tantas coisas. Conheci tantas pessoas. Fiz coisas que nunca tinha feito. Experimentei comidas diferentes. Visitei lugares que não conhecia. Viajei sozinha. Comecei em um “emprego” novo.  Atingi o objetivo do ano, que era os 120 ECTS’s na universidade portuguesa. Amei, chorei, dancei, cantei, sorri.

O saldo é positivo. Foi um bom ano.

Para 2016, as expectativas são várias (e involuntárias). Passar em um processo seletivo, terminar o curso de matemática, tentar um mestrado (ou outra graduação). Acho que as expectativas não são más, e sim nos fazem aplicar mais esforço para que atinjamos os objetivos.

Por 2015, era isso. Bem-vindo, 2016!

sobre não fazer intercâmbio

Preciso voltar atrás em algo que venho afirmando nos últimos dois anos e na qual não tenho total razão: Não recomendo intercâmbio à ninguém. É isso mesmo. Se eu puder dar uma dica sobre um intercâmbio, é “Não o faça (se não quiser sofrer)”.

A razão é muito simples. A partir do momento que se sai do seu lugar, da sua zona de conforto, e parte para outro local, cria-se outra zona de conforto, perde-se a identidade. A gente passa a querer estar nos dois lugares ao mesmo tempo. Passa a ver que, quando está em um, está perdendo o que está acontecendo no outro, sejam shows, casamentos, amigos… O coração nunca fica em paz. Quer as coisas do outro lugar. Quer as pessoas do outro lugar. (Ainda tem as comidas, os lugares, as comodidades…)

Pra quem é sensível à saudade, isso é terrível. Isso dói. As coisas boas do outro local estão sempre pipocando na cabeça.

A gente sonha com um lugar que une o que há de bom nos dois locais. E sonha mesmo, de acordar sorrindo.

Eu sempre recomendei que todos tenham uma experiência internacional. É algo que ensina coisas que nunca aprenderíamos ficando na nossa zona de conforto. Mas, depois de voltar, quando bate essa dorzinha, eu me sinto culpada por incitar tanta gente a sentir isso também. Não é algo legal de sentir. Dá uma vontade imensa de voltar para as terras distantes… mas o negócio é encarar a realidade e seguir na vida que tínhamos antes.

A gente muda durante um intercâmbio. E, talvez, a vida que tínhamos antes já não se encaixe na vida que temos/pretendemos ter agora. Por isso, voltar à realidade é complicado. Algumas pessoas (a maioria) não vai aguentar “o viajante” falando por muito tempo das suas experiências nas terras distantes. Muitas vezes, alguém vai comentar algo com você e você vai lembrar de algo que aconteceu em alguma das suas viagens – sim, quando eu estava em Munique, … -, mas vai respirar e guardar pra si, porque, se falar, vai ouvir apenas um “aham” ou um “ah”.

Você não quer contar para se achar melhor que alguém. Quer contar porque foi algo interessante que você viveu. Mas as pessoas não pensam assim na maioria das vezes… e não é muito legal. Eu me senti uma chata, muitas vezes. E perdida, também, fora do meu lugar.

Também há pessoas que vão deixar de gostar de você porque você teve essa experiência e elas não. Elas mal dirão “oi” quando você voltar cheio de felicidades. Eu fiquei triste sim, porque algumas pessoas que eu esperava um “como foi viver/estudar lá?” disseram apenas “nossa, esse vento está frio… vou pra casa. Tchau!”, depois de termos ficado um ano ou dois sem conversar. Eu acho estranho principalmente porque eu sempre suguei as pessoas que viajaram pra fora. Enchia de perguntas de como era lá, como tinha sido a viagem e tal. E algumas pessoas fazem isso (pra mim, duas ou três). Mas são bem poucas.

Bom, pensando bem, eu continuo recomendando intercâmbio pra qualquer pessoa, de qualquer idade. É uma experiência incrível, que não se consegue explicar nem mensurar. E tem coisas ruins, importante destacar que tem, sim, pontos negativos, mas os positivos superam com louvor. ☺

Obrigada, grazie, gracias, thank you, danke, …

Agradecer foi uma das coisas que mais tentei fazer nos últimos dois meses. Verbalmente, lamentei e reclamei pra caramba. Mas, mentalmente, tentei sempre agradecer. Agradeci a Deus ou o Cosmos ou sei lá o que é por ter chegado onde cheguei, sem promessas nem pedidos. Simplesmente agradeci.

Agora, de uma maneira entendível: durante os meses de junho e julho, fiz muuitos exames e provas em Portugal. Era final de semestre, final de intercâmbio, e cada passo era decisivo para a minha dupla diplomação (ou não). É claro que eu queria o diploma português, queria atingir os 120 ECTS’s que eram o objetivo do ‘intercâmbio’ desde o início. É por isso que se chama ‘Licenciaturas Internacionais’, que dizem ‘Graduação Sanduíche’ e não, simplesmente, intercâmbio. Mas eu estava cansada. Cansada de estudar e estudar. Cansada, principalmente, da pressão que, na maioria das vezes, quem colocava sobre mim era eu mesma. Cansada de ver outras pessoas curtindo as férias enquanto eu estava ainda estudando. Mais de cem vezes, pensei em desistir. Já não sabia se todo o esforço para passar nas disciplinas, que, pra mim, eram um bicho de quarenta cabeças, valia a pena. Eu só queria abraçar meus pais. E minha cama. Então, seguindo a legislação da universidade, solicitamos que eu terminasse as coisas por aqui, fazendo a última prova necessária para aprovar na última disciplina necessária para a dupla diplomação, no IFRS, em setembro.

No fim de julho e início de agosto, viajei. Não saí apenas da minha cidade, mas saí de mim. Foram dias incríveis. Viajar sozinha também foi bastante interessante.

Tenho o costume de, quando entro numa igreja que nunca havia entrado, fazer um pedido. Em todas as igrejas que visitei no primeiro ano, o pedido foi sempre o mesmo: atingir os créditos necessários para ficar o segundo ano em Portugal. Após conseguir isso, o pedido mudou um pouquinho: atingir os créditos necessários para a dupla diplomação. Nessas últimas viagens, não houveram pedidos. Apenas agradeci, de coração, por ter chegado até ali. Por ter a chance de conseguir. Talvez fosse a hora que eu mais precisasse pedir ajuda para atingir meu objetivo, afinal foi quando lutei mais intensamente por ele. Mas eu apenas agradeci. Tudo já havia sido suficiente.

Agradeço ainda: às pessoas que me auxiliaram com os conteúdos: sem vocês, eu não teria conseguido. Às pessoas que ajudaram com mensagens positivas: sem vocês, eu não teria conseguido. Obrigada, do fundo do meu coração. Gostaria de um dia poder fazer algo que seja importante para vocês como vocês foram para mim. Muito obrigada. Também aos que não acreditavam, achavam que eu apenas festava em Portugal, que eu não atingiria o objetivo: agradeço da mesma forma. Colaboraram, mesmo sem querer. Obrigada.

Enfim, mesmo dois anos depois de ter saído daqui (e ter começado esse blog), eu ainda não acredito no que vivi. Parece que tudo foi um sonho. Sempre fico sem saber o que dizer quando as pessoas me perguntam “Como foi viver lá?”. Respondo, apenas, que foi incrível, justamente por ainda nem acreditar em tudo isso. Porém, mesmo tendo finalizado esta fase, inicia-se (assim que a greve findar) a outra fatia do sanduíche. Mais três semestres me esperam, para que eu possa ter nas mãos a tão desejada dupla diplomação. Uma fase se foi, mas ainda há bastante trabalho pela frente.

E, depois disso, ainda não se sabe como será… até lá, tenho tempo para pensar e decidir. (:

O que é educação?

Acho que eu nunca pensei tanto em educação como nos últimos quatro dias. Domingo, numa conversa informal, enquanto esperávamos chegar os pratos escolhidos para o almoço, um amigo comentou sobre o trabalho do professor indiano Sugata Mitra, da Universidade de Newcastle, Inglaterra. Resumidamente, ele investiga como afinal acontece a educação e o aprendizado. É conhecido pelo “Hole in the Wall Project” (Projeto Buraco na Parede), onde seu objetivo é provar que as crianças podem ser ensinadas por um computador sem nenhum treinamento formal anterior. Neste vídeo, ele reúne explicações resumidas sobre seus experimentos e teorias, explicitados em outros vídeos e publicações.

Eu definitivamente não sei explicar exatamente o que ele faz… O melhor é assistir os vídeos dele (seguem sugestões aqui e aqui). Mas, depois de ver estes vídeos, pergunto-me: de que maneira acontece a educação? De que maneira acontece a aprendizagem? Professores são mesmo necessários? Professores serão úteis nos próximos anos, ou seremos substituídos por computadores facilmente? Estou me formando para ser inútil? Não tenho nenhuma resposta para estas perguntas. A educação acontece diferente do que pensamos. Ela contraria o senso comum.

O mesmo amigo que me colocou esta pulga atrás da orelha fez um pedido: ensine as crianças a pensar. Comentamos que os alunos chegam à universidade com dificuldades na interpretação de problemas e não entendem o que lhes é solicitado. Eu disse a ele que ensinar a pensar era algo realmente difícil, no sistema de ensino atual, e que o assunto tinha sido discutido por várias vezes durante o curso normal. Inclusive, que eu sinto dificuldades na interpretação de alguns problemas. Talvez isto seja resultado do ensino tradicional que fomos submetidos, durante a educação básica (isto é uma suposição). Quando o professor chega na sala, ‘despeja’ o conteúdo no quadro ou mesmo oralmente, e não propõe que os alunos pensem e reflitam, não ocorre um aprendizado. Ocorre uma decoreba do que foi dito. O professor fala, e os alunos aceitam como certo. Quantas vezes estudamos muito para uma prova, e uma semana depois já não lembramos do que foi estudado? Nestas ocasiões, não ocorreu aprendizagem. Apenas a decoreba.

O método que escolhemos para estudar influencia, por si só, nas possibilidades de a aprendizagem ocorrer realmente ou não. Segundo as experiências realizadas pelo prof. Sugata Mitra, quando os alunos estudam/aprendem em conjunto, através da discussão e pela resolução de problemas, o assunto discutido/aprendido fica mais tempo na memória do indivíduo, ou seja, é aprendido. Lembro que algum estudioso da educação definia que um assunto é aprendido pelo indivíduo quando modifica o indivíduo, quando o faz agir de forma diferente em determinada situação. Mitra propõe que os alunos não fiquem sozinhos por computador, pois, em grupo, podem trocar ideias e discutir entre si, facilitando a aprendizagem. Eu realmente acho o estudo em grupo mais fácil do que o individual, e me sinto mais motivada em grupo, pois sei que quando tenho alguma dúvida, as chances de a conseguir solucionar são maiores se eu não estiver sozinha.

Estes parágrafos foram apenas um desabafo do que eu ando pensando, que resolvi escrever para que eu não perca estas perguntas e talvez consiga chegar às respostas.

*Informações retiradas da minha cabeça, dos vídeos ‘linkados’ no texto e da página de Sugata Mitra no Wikipédia.

Realidade líquida

RESUMO DO TEXTO: (Tá lá no final. Para quem não entender o texto ou não tiver certeza se vale a pena ler, leia o resumo. 🙂 )

Eu sei melhor que ninguém que o objetivo do blog não é este. Mas escrever em particular não adianta muito. Então será aqui.

Primeiro: isto não é uma indireta. É só um desabafo sobre as coisas que eu ando lendo por aí. E é direto mesmo, para todos que se importam com o que eu escrevo.

Alguns amigos recomendaram que eu não lesse “Amor líquido”, de Zygmunt Bauman, por medo que eu perdesse a fé nas pessoas.
Nem precisei ler o livro. As próprias pessoas me provocam isso.

Agora, para tudo o que for contra a minha opinião eu provoco um boicote? Seja governo, novela, post. Tudo o que estiver diferente do que eu penso eu dou um jeito de mudar? Querem ditadura??? Mas a liberdade de expressão, ah, esta ninguém quer perder, não é?

As coisas ridículas estão cada vez mais abundantes. Todo mundo entende de política. Todo mundo tem opinião formada sobre aborto, sobre LGBTs, sobre maioridade penal, sobre o governo, sobre machismo e feminismo, e quer expor. Todo mundo tem opinião sobre os assuntos do momento. E o pior, todo mundo está certo. E ninguém aceita a opinião do coleguinha.

Não vejo mal algum de ter opinião, acho ótimo as pessoas se tocarem que há muitas coisas além do nosso mundinho. MAAAAAS PRE-CI-SA-MOS ler sobre essas coisas E PENSAR COM A NOSSA CABEÇA sobre o que lemos. Ler em fontes diferentes. Ver de outro ângulo. Não dá pra ouvir do pai que a Dilma é _______ (coloque um palavrão aqui) e sair gritando isso na rua. Sério, pesquisa. Compara.

Você sabe me dizer o que é corrupção? E exatamente o que é um impeachment? E o que é a Operação Lava-Jato? Eu, sinceramente, não sei se eu sei. MAS EU NÃO ESTOU GRITANDO PRO MUNDO QUE QUERO ALGO QUE NEM SEI O QUE É. Então, sossega o pito e pesquisa. Fontes variadas e confiáveis. Conversa com pessoas que entendem do assunto. PENSA SOBRE O ASSUNTO.

Que gente chata.

Eu sei que devo estar sendo chata também. Mas se você leu até aqui, agradeço a paciência (e confiança) e espero ter posto uma pulguinha na sua orelha sobre as opiniões que você tem (sim, eu sou otimista pra caramba). Se você ainda não baseia suas opiniões em coisas além da globo e do facebook, tá de hora de ampliar os horizontes, meu bem. Ou parar de expor suas ideias, ocultando sua chatice. Faça a escolha certa!!

AAAAAAAAHHHH, e NUNCA ESQUEÇA:

O objetivo da vida é SER FELIZ! Então, por favor, seja feliz consigo e DEIXE CADA UM SER FELIZ COMO QUISER (sei que posso estar contrariando isso agora mas estou tentando tornar o mundo um lugar melhor). Se cada um cuidasse mais da sua vida e menos da vida dos outros, o mundo teria certamente mais paz.

Vamos ser felizes, galerê?

PS 1: Siiim, eu mudo de opinião milhares de vezes. Provavelmente amanhã eu me arrependa de escrever isso. Talvez eu só me arrependa depois de amanhã (eu deveria compartilhar isso agora…).

PS 2: O título é “Realidade líquida” porque as pessoas sabem tudo sobre os assuntos do momento, mas logo esquecem disso porque já estão pensando em outras coisas… (é só pesquisar sobre isso, alguns autores escrevem umas coisas bem legais e entendíveis, ao contrário de mim).

RESUMO DO TEXTO (Agora sim!): É apenas um pedido para que as pessoas pensem mais, reclamem menos e sejam mais tolerantes e (portanto) felizes. A vida é curta e uma só. Sejamos felizes!